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CÂMARA DE DOURADOS DECIDE O FUTURO POLÍTICO DE ISA MARCONDES NESTA SEXTA-FEIRA
Com convocação de suplente e rito rigoroso, sessão que pode culminar na cassação do mandato da vereadora será aberta ao público
POR: REDAçãO PRONTO FALEI CREDITO: REPRODUçãO VER MENOS
A política douradense se prepara para uma de suas tardes mais tensas do ano. Está marcada para esta sexta-feira (29/5), às 15h, a sessão especial de julgamento que definirá o destino político da vereadora Isa Marcondes (Republicanos). Sob a mira de uma denúncia por suposto uso indevido de verbas indenizatórias da Ceap (Cota para Exercício de Atividade Parlamentar), a parlamentar enfrentará o veredito de seus pares em um rito que promete mobilizar os bastidores do Legislativo municipal.
A sessão, que será inteiramente aberta ao público, carrega um peso extra: por determinação legal, Isa está impedida de votar ou interferir no processo.
A DANÇA DAS CADEIRAS NO PLENÁRIO
Para garantir a legalidade e o quórum da votação, a Casa de Leis confirmou que o primeiro suplente do Republicanos será convocado para assumir a cadeira de Isa durante a sessão. O posto cabe ao atual secretário Municipal de Planejamento, Fábio Luis. Caso ele recuse o chamado para a votação, a convocação passará automaticamente para o segundo suplente do partido.
O RITO: DUAS HORAS DE DEFESA E TENSÃO NO VOTO
Seguindo rigidamente o Regimento Interno, os trabalhos comandados pela presidência terão início com a leitura na íntegra do relatório final da Comissão Processante. A missão de ler o documento caberá ao primeiro-secretário da Casa, Rogério Yuri (PSDB).
A partir daí, o relógio corre contra as expectativas: Parlamentares inscritos terão até 15 minutos cada para se pronunciarem sobre o caso. A defesa de Isa também poderá usar esse tempo para contestações iniciais e na sequência, a defesa da vereadora terá o direito garantido de até duas horas de sustentação oral em plenário para tentar reverter a tendência dos votos. Finalizados os debates, os vereadores serão chamados nominalmente para a votação crucial.
Para que qualquer punição ou absolvição sugerida pela Comissão seja aprovada, são necessários os votos de dois terços dos parlamentares.
O QUE ESTÁ EM JOGO?
O relatório final — fruto do trabalho do presidente da Comissão, Marcio Pudim (PSDB), do relator Cemar Arnal (PP) e da membra Ana Paula Benites (Republicanos) — permanece sob forte expectativa. O colegiado pode recomendar desde o arquivamento e absolvição da parlamentar até punições severas, que incluem advertência, suspensão temporária e a pena máxima da política representativa: a cassação definitiva do mandato.
As galerias da Câmara prometem lotação máxima nesta sexta-feira, em um desfecho que redesenhará o cenário político de Dourados.
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