Ação Parlamentar
“NÃO DÁ MAIS”: LANDMARK RIOS DEFENDE O FIM DO CONTRATO COM O CONSÓRCIO GUAICURUS
FONTE: ASSESSORIA POR: POR FILIPE GONçALVES CREDITO: DIVULGAçãO
Vinte dias após o início da intervenção no Consórcio Guaicurus, os primeiros levantamentos revelam um cenário preocupante no transporte coletivo de Campo Grande. A equipe comandada pelo interventor-geral Alexandro Adriano Lisandro de Oliveira, com Rodolfo Bahiense Fernandes (administrativo-financeiro), Alexandre Souza Moreira (jurídico) e Robson Tadeu Pereira (operacional), encontrou um sistema marcado pelo sucateamento, dívidas e falta de investimentos.
De acordo com as informações apresentadas pela equipe responsável pela intervenção, o Consórcio acumula dívidas com diversos fornecedores, registra elevada inadimplência e opera em condições muito abaixo do esperado para um serviço essencial à população.
O problema vai muito além dos ônibus. Os interventores também encontraram um ambiente de trabalho precário para os próprios colaboradores, evidenciando que o descaso atinge tanto quem utiliza o transporte coletivo quanto quem trabalha diariamente para mantê-lo em funcionamento.
Outro dado que chamou a atenção foi a inexistência de manutenção preventiva da frota. Segundo o levantamento, os veículos só passam por reparos quando apresentam defeitos, prática que compromete a segurança, aumenta o número de ônibus quebrados e reduz a qualidade do serviço oferecido à população.
Para o vereador Landmark Rios, as informações confirmam a necessidade de mudanças profundas na forma como o transporte coletivo é administrado em Campo Grande.
“O que está vindo à tona é muito grave. Não estamos falando apenas de ônibus velhos, mas de uma gestão que deixou de investir na manutenção, acumulou dívidas e abandonou tanto os usuários quanto os trabalhadores do transporte coletivo.”
Landmark defende que qualquer solução para o sistema precisa colocar em primeiro lugar quem depende do ônibus todos os dias para estudar, trabalhar e acessar os serviços públicos, além de garantir condições dignas aos motoristas, cobradores e demais profissionais do setor.
O parlamentar também reforça que a qualidade do transporte passa pela valorização dos trabalhadores e pela melhoria das condições oferecidas aos passageiros.
Entre as propostas apresentadas pelo mandato está o projeto Ar no Busão, que prevê a climatização da frota do transporte coletivo de Campo Grande. A iniciativa busca oferecer mais conforto e dignidade aos usuários, especialmente diante das altas temperaturas registradas na Capital.
“Não é luxo. É respeito com quem passa horas dentro de um ônibus para trabalhar, estudar ou cuidar da família. Transporte público de qualidade significa segurança, conforto e valorização das pessoas”, defende Landmark.
A expectativa agora é pela conclusão do relatório da intervenção, que deverá apontar responsabilidades e indicar os próximos passos para recuperar um sistema que, há anos, tem sido alvo de críticas da população.
Enquanto as investigações avançam, fica cada vez mais evidente que o transporte coletivo de Campo Grande precisa de transparência, investimentos e compromisso com quem realmente sustenta o sistema: os trabalhadores e os milhares de passageiros que dependem diariamente do ônibus para viver.
