Eleições 2026
ZECA DO PT CHANTAGEIA CACIQUE E ACUSA COMUNIDADE DE SE VENDER POR 'GRANA'
Escândalo em Miranda expõe o lado podre da política tradicional, onde líderes tratam o voto popular como mera moeda de troca e tentam impor apoio no grito
POR: REDAçãO, PRONTO FALEI CREDITO: REPRODUçãO/PRONTO FALEI
Até quando o eleitor terá que assistir, passivo, ao balcão de negócios em que se transformaram os bastidores da política? A máscara da boa vizinhança caiu feio na aldeia Lalima, em Miranda. O que deveria ser um diálogo respeitoso com os povos originários virou um verdadeiro espetáculo de grosseria, chantagem e acusações graves.
Em áudios que vazaram e viralizaram nas redes sociais, o deputado estadual Zeca do PT perdeu completamente a linha com as lideranças locais. O motivo do surto? Ele não aceitou o fato de os indígenas garantirem espaço de fala para a pré-candidata a deputada federal Viviane Luíza (PSDB), em vez de fecharem portas e apoiarem exclusivamente o nome da deputada e candidata à reeleição Camila Jara (PT).
A lógica da política fisiológica é cruel: para quem se acha "dono" dos votos alheios, o simples exercício da democracia pela comunidade é visto como afronta.
Irritado com a autonomia dos indígenas, o parlamentar petista acusou a comunidade de "traição" e insinuou que o apoio à adversária teria envolvido "grana". Com ataques diretos ao cacique João da Silva, Zeca cobrou faturas políticas, resgatou brigas por repasses de verbas e tentou dobrar a liderança no grito e no constrangimento.
A reação da aldeia Lalima foi imediata. Revoltados com o tom arrogante e desrespeitoso, o cacique e os moradores manifestaram profunda indignação diante do que consideram uma clara tentativa de coação política.
O episódio escancara a cara mais feia da politicagem tradicional. Longe dos holofotes e dos discursos bonitos sobre igualdade e respeito, o que se vê nas sombras é o coronelismo de sempre: políticos que enxergam a população e suas lideranças não como cidadãos livres, mas como currais eleitorais negociáveis.
Tratar uma comunidade inteira com desdém só porque ela decidiu ouvir diferentes propostas é um desrespeito inaceitável. O recado que fica dessa baixaria em Miranda é claro: o voto da população não é moeda de troca, e o respeito deve vir antes de qualquer ambição pelo poder.
