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QUEDA DE 11% NO TURISMO DE BONITO COINCIDE COM INÍCIO DA COBRANÇA DE TAXA AMBIENTAL
POR: REDAçãO, PRONTO FALEI CREDITO: DAIANY ALBUQUERQUE
O principal destino de ecoturismo de Mato Grosso do Sul registrou um recuo significativo no fluxo de visitantes. Dados do Observatório do Turismo e Eventos de Bonito (OTEB) apontam que o município recebeu 127.078 turistas no primeiro semestre de 2026 — um declínio de 11,04% em relação ao mesmo período de 2025, quando a cidade atingiu a marca recorde de 142,854 visitantes.
A retração também impactou as atrações locais: o total de passeios aos atrativos turísticos caiu 7,98%, passando de 437 mil para 402 mil visitações.
O IMPACTO DA NOVA TAXA E A VISÃO DO SETOR
O recuo coincide com o primeiro semestre de aplicação efetiva da Taxa de Conservação Ambiental (TCA). A cobrança, no valor de R$ 15 por dia por pessoa, passou a valer em dezembro de 2025 com o objetivo de financiar a infraestrutura e a preservação sustentável do município.
Apesar da coincidência nas datas, a gestão estadual descarta a taxa como vilã para o turismo nacional: "Ela pode ter algum impacto mais para o público sul-mato-grossense, mas para o público nacional não, tanto que os dados mostram um crescimento do fluxo aéreo de desembarques em Bonito", afirma Bruno Wendling, diretor-presidente da Fundtur-MS.
Para a autoridade, variações de 5% a 10% são comuns devido a oscilações econômicas gerais do país, citando que outros destinos famosos, como Fernando de Noronha, também enfrentaram baixas.
O levantamento revela que a maior fatia dos visitantes nacionais vem de São Paulo (29,51%) e do próprio Mato Grosso do Sul (18,18%).
Apesar de a procura online por Bonito ter disparado no período, a conversão dessas pesquisas em vendas efetivas diminuiu. Para frear a queda e reverter o cenário no segundo semestre, a Fundação de Turismo já planeja novas parcerias e estratégias de comercialização junto a operadoras e agências de viagem.
