• Quarta, 26 de Agosto de 2026

PREFEITO MARÇAL FILHO RECEBE GRUPO INDÍGENA DE RAP BRÔ MC’S E REFORÇA COMPROMISSO COM A CULTURA

O Brô Mc’s é considerado o primeiro grupo de rap indígena do Brasil, onde seus integrantes unem elementos do rap e da música indígena da etnia de seus integrantes e misturam o português e o guarani para expressar a cultura originária em suas canções

FONTE: PREFEITURA DE DOURADOS POR: ASSESSORIA CREDITO: A. FROTA


Prefeito Marçal Filho recebe Brô MC’s em seu gabinete e ressalta apoio ao primeiro grupo de rap indígena do Brasil

O prefeito Marçal Filho recebeu, na manhã desta quarta-feira (26), no gabinete da Prefeitura de Dourados, integrantes do Brô MC’s, grupo de rap formado por indígenas Guarani e Kaiowá da Reserva Indígena de Dourados. Com uma trajetória de 17 anos marcada pela valorização da identidade indígena e pela projeção nacional e internacional, o grupo esteve no encontro para agradecer o apoio do município ao Grito do Rock, que será realizado nos dias 25, 26 e 27 de setembro, na Praça do Cinquentenário.

 

O grupo Brô Mc’s é composta por Bruno VN, CH, Tio Creb e Kelvin Mbaretê, indígenas Guarani e Kaiowá residentes nas aldeias Bororó e Jaguapiru. Durante a conversa, um dos integrantes do grupo, destacou a emoção de voltar a se apresentar em Dourados e o reconhecimento pelo apoio recebido da atual administração. “Subimos ao palco do mundo inteiro, mas essa será a terceira vez que subiremos ao palco da nossa cidade, que tanto amamos e que nunca deixamos. É um grande prazer estar aqui. Em 17 anos de grupo, é a primeira vez que um prefeito nos convida para o gabinete e nos apoia”, afirmou.

 

Para Marçal Filho, a aproximação entre o poder público e diferentes manifestações artísticas reforça o compromisso da administração municipal com a cultura e com a valorização da identidade de Dourados. O prefeito contou que passou a acompanhar mais de perto o trabalho do grupo e destacou a repercussão alcançada pela parceria com a cantora Anitta. “Conheci pessoalmente o grupo há pouco tempo, mas acompanho pelas redes sociais e hoje percebi que milhões de pessoas já ouviram a música do grupo com a Anitta. As letras traduzem as dificuldades dos povos indígenas, mas também despertam nas pessoas a consciência para o respeito às diferenças e a valorização das etnias que formam nossa sociedade”, afirmou Marçal Filho.

 

A parceria entre o Brô MC’s e Anitta ganhou destaque nacional neste ano com a música “Okê”, lançada em julho e incluída no último álbum da cantora. A canção celebra a ancestralidade, a força e a espiritualidade dos povos originários e viralizou nas redes sociais por meio de uma trend que desafia os participantes a citar 17 povos indígenas. A música também ampliou a visibilidade do trabalho do grupo douradense e da cultura indígena no cenário nacional.

 

Formado em 2009, o Brô MC’s é considerado o primeiro grupo de rap indígena do Brasil. Os integrantes unem elementos do rap à música indígena e utilizam o português e o guarani nas canções para expressar a cultura, a identidade e a realidade dos povos Guarani e Kaiowá. As letras abordam temas como a afirmação da identidade indígena, o preconceito, a luta pela demarcação das terras, a violência e os desafios enfrentados pelas comunidades.

 

O primeiro videoclipe do grupo, “Eju Orendive”, foi lançado em 2010 e marcou a trajetória dos artistas ao abordar a realidade indígena e defender a união das comunidades. Desde então, o Brô MC’s passou por festivais e eventos nacionais e internacionais, assembleias indígenas e pelo Acampamento Terra Livre, em Brasília. Em 2022, o grupo também se apresentou no Rock in Rio, ampliando sua projeção para além de Mato Grosso do Sul.

 

A trajetória do Brô MC’s também inclui parcerias com nomes de destaque da música brasileira. O grupo dividiu o palco com o rapper Xamã no Rock in Rio e participou de projetos com artistas como Alok e Marina Peralta. A parceria com Alok resultou na música “Jahá”, que integrou a trilha sonora da novela “Pantanal”, enquanto com Marina Peralta o grupo participou da canção “Demarcação”.

 

Outro projeto de destaque é a construção de um estúdio de música na aldeia Bororó, em Dourados, iniciativa que busca ampliar o acesso à produção musical dentro da comunidade indígena e oferecer novas oportunidades para jovens artistas. A história do grupo também inspirou o roteiro do filme “A Pele Morta”, que aborda as dificuldades vivenciadas pelos povos Guarani e Kaiowá.

 

 



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