• Quarta, 14 de Outubro de 2026

APÓS MUDANÇA DE FLÁVIO BOLSONARO, SENADORES DE MS PODEM VOTAR A FAVOR DO FIM DA ESCALA 6×1

O projeto que decreta o fim da escala de trabalho 6×1 no Brasil (trabalha seis e descansa um) pode ter aprovação unânime da bancada de Mato Grosso do Sul no Senado

POR: WENDELL REIS CREDITO: REPRODUçãO


O projeto deve ser votado nesta quarta-feira no Senado e uma mudança de rota do candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL), pode interferir no voto de dois senadores em Mato Grosso do Sul.

 

A senadora Soraya Thronicke (PSB) já declarou voto contrário e agora Nelsinho Trad (PSD) e Tereza Cristina (PP) podem seguir o mesmo caminho. Eles estão sendo motivados por Flávio, que agora no segundo turno da eleição declarou que votará a favor do fim.

 

Se acompanhar Flávio, Tereza mudará a posição que teve contra o projeto na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, quando votou pela derrubada da matéria aprovada na Câmara Federal.

 

A expectativa da oposição é de que o projeto seja aprovado em primeira hoje, mas que seja votado em segunda apenas após o segundo turno. A ideia dos senadores que eram contra e agora dizem ser favoráreis é apresentar emendas ao projeto. Alguns defendem que os trabalhadores sejam “livres” para negociar com os empregadores.

 

O senador Nelsinho Trad ainda não declarou oficialmente o voto. Nesta terça, “sabonetou”, dizendo que reconhece o desgaste físico e emocional da falta de tempo para descansar, mas disse que é preciso olhar com responsabilidade para quem gera emprego e renda, principalmente os micro e pequenos empresários.

 


Em maio, Tereza e Nelsinho assinaram a proposta de Rogério Marinho, que abre espaço para um modelo flexível, por hora trabalhada, e remuneração e direitos proporcionais à carga horária. O projeto abriria possibilidade de negociação direta entre empregado e empregador

 

O QUE FOI APROVADO NA CÂMARA?


Na Câmara, deputados aprovaram a redução, que se inicia em dois meses. Ficou acordado que o salário do trabalhador não poderá ser reduzido.

 

Em dois meses, a jornada cai de 44 para 42 horas e em 12 meses, chegará a 40 horas semanais, com dois dias de descanso.

 



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