• Quarta, 21 de Outubro de 2026

RESGATANDO A CIDADANIA: HÁ MAIS DE TRÊS DÉCADAS, DOURADOS ELEGIA SUA PRIMEIRA PREFEITA MIRIM EM UM MARCO DE CIVISMO E EMOÇÃO FAMILIAR

POR: REDAçãO, PRONTO FALEI, COM INFORMAçõES (PESQUISA) DO JORNAL O PROGRESSO CREDITO: JORNAL O PROGRESSO


O Pai da Prefeita Mirim, Lourival, a Mãe Maria Elídia e os dois irmãos. Keli Pretinha é a última da foto

O civismo pulsa na história de Dourados (MS) através de memórias que moldaram gerações e aproximaram a juventude da gestão pública. No início da década de 1990, mais precisamente no mês de novembro de 1990, a cidade vivenciou um momento emblemático e repleto de significado para a educação política local. A eleição e posse da primeira prefeita mirim do município, Keli Cristina da Silva, carinhosamente conhecida como Kely Pretinha.

 

Em uma época em que os projetos de incentivo à cidadania nas escolas tinham um forte apelo solene e comunitário, a iniciativa mobilizou estudantes, professores e autoridades. O programa do prefeito e dos vereadores mirins não era apenas uma simulação partidária, mas uma verdadeira aula prática de civismo, onde os jovens representantes tinham a oportunidade de conhecer de perto o funcionamento do Poder Executivo e do Legislativo municipal, debatendo melhorias para as escolas e bairros.

 

Para a família de Kely, o momento foi de profundo orgulho. Cercada por familiares que acompanharam de perto sua dedicação aos estudos e o engajamento na 6ª série, a posse transformou-se em uma festa da comunidade. Ver Keli Pretinha assumindo um papel de liderança representou uma conquista marcante, simbolizando a quebra de barreiras e a valorização da infância e da juventude douradense em espaços de destaque e voz ativa.

 

A atmosfera daquela época era marcada por um forte sentimento de patriotismo cotidiano: desfiles cívicos concorridos, debates nas salas de aula sobre os deveres do cidadão e a crença coletiva de que a educação era a base para transformar a sociedade. Os vereadores mirins eleitos naquele período também cumpriram um papel fundamental, formando uma câmara jovem atuante que levou as demandas dos estudantes diretamente ao poder público.

 

Embora os anos tenham passado, a trajetória de Keli Pretinha e daquela primeira legislatura mirim permanece viva na memória daqueles que construíram o município. É o testemunho de que, com civismo, incentivo familiar e oportunidades, Dourados sempre soube cultivar lideranças desde a base, escrevendo sua história através dos sonhos de suas crianças.

 

A dimensão daquela eleição surpreendeu pela magnitude e pelo engajamento exemplar da comunidade escolar. Na época, mais de 21 mil estudantes compareceram às urnas instaladas nas escolas das redes municipal, estadual e particular de ensino para escolher o primeiro prefeito mirim da cidade, dando uma verdadeira aula de maturidade cívica e respeito à democracia. Do total de votos depositados em 97 urnas espalhadas pelo município, registraram-se 327 votos em branco (equivalente a 1,54%) e 555 votos nulos (2,62%), números que refletiram a seriedade e o rigor com que o processo eleitoral foi conduzido entre os jovens eleitores.

 

O programa não se limitava a uma simulação partidária, mas funcionava como uma verdadeira vivência prática de cidadania. Juntamente com a prefeita mirim, os vereadores mirins eleitos formaram uma câmara jovem atuante, comprometida em debater e levar as reais demandas dos estudantes diretamente às autoridades do poder público.

Panfleto dos vereadores Mirins
Carreata no Centro de Dourados


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