• Sexta, 30 de Outubro de 2026

SIMONE TEBET SURGE COMO COTADA PARA SER A PRIMEIRA MULHER A CHEFIAR O ITAMARATY

Impulsionada por forte mobilização de diplomatas e apoio do setor produtivo, ex-ministra ganha força nos bastidores de Brasília para assumir o comando da diplomacia brasileira a partir de 2027

POR: REDAçãO, PRONTO FALEI, COM INFORMAçõES DO PORTAL METRóPOLES CREDITO: VALTER CAMPANATO


Em um movimento que pode quebrar um tabu secular na diplomacia brasileira, o nome da ex-ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (PSB), emergiu com força nos bastidores do Palácio do Planalto como uma das principais cotadas para assumir o Ministério das Relações Exteriores a partir de 2027. Se confirmada a indicação pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Tebet fará história ao se tornar a primeira mulher a comandar o Itamaraty.

 

A articulação ganhou impulso decisivo nesta quarta-feira (28), quando a Associação de Mulheres Diplomatas Brasileiras (AMDB) enviou uma carta aberta ao presidente Lula cobrando a presença de uma mulher na chefia das Relações Exteriores — cargo jamais ocupado por uma representante feminina na história do país.

 

Nas redes sociais, a entidade lançou a campanha #MulherChanceler, destacando a urgente necessidade de combater a sub-representação feminina no topo da carreira diplomática.

 

"Queremos uma mulher no comando do Ministério das Relações Exteriores!", diz a mensagem veiculada pela associação.

 

Embora a AMDB não tenha citado nomes específicos no documento, a sul-mato-grossense e ex-prefeita de Três Lagoas destaca-se como uma das escolhas mais estratégicas entre os nomes avaliados pelo governo.

 

Entre os fatores que pesam a favor de Tebet estão a capacidade demonstrada de dialogar com o setor produtivo e com o agronegócio, pilar fundamental da pauta de exportações brasileiras e a experiência acumulada como vice-governadora de Mato Grosso do Sul, senadora e ministra de Estado.

 

Tebet volta ao radar do primeiro escalão poucas semanas após disputar uma vaga ao Senado por São Paulo nas eleições de outubro, quando obteve cerca de 8,3 milhões de votos, terminando em terceira colocação.

 

Apesar do peso do nome de Simone Tebet, o xadrez político para o comando da diplomacia do país ainda envolve outras possibilidades, como o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, que também é cotado como alternativa política fora dos quadros de carreira diplomática.

 

A permanência do atual chanceler, Mauro Vieira, segue em avaliação para manter a orientação vigente da política externa. Já para a Secretaria-Geral das Relações Exteriores (2º posto da hierarquia), os embaixadores Gisela Padovan e Mauricio Lyrio despontam entre os cotados.

 

Até o momento, o Palácio do Planalto não fez qualquer anúncio oficial, e o nome de Simone Tebet permanece no centro do debate sobre os rumos da representatividade e da política externa do Brasil no próximo mandato.

 



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