• Sábado, 05 de Setembro de 2026

PREFEITURA ABANDONA OBRA DO POSTO DO JARDIM OURO VERDE SUFOCANDO UNIDADES RECEPTORAS

FONTE: DOURADOS EM PAUTA POR: REDAçãO CREDITO: DOURADOS EM PAUTA


Fonte: Dourados em Pauta Por: Redação Credito: Dourados em Pauta

Enquanto anuncia frentes de obras financiadas pelo empréstimo milionário contraído junto ao Fonplata (Fundo Financeiro para Desenvolvimento da Bacia do Prata), Alan Guedes (PP) fecha os olhos para empreendimentos essenciais parados há anos em Dourados. Mais um exemplo é a Unidade Básica de Saúde do Jardim Ouro Verde, fechada para reforma desde 2022.

Sob um custo inicial de R$428.883,65, a obra do prédio que possui 298,19 m2 de edificação, previa a ampliação de salas, reforma completa da instalação elétrica e em alguns pontos da instalação hidrosanitária, além da construção de uma nova baía de resíduos médicos.

Estava prevista ainda a pintura de toda unidade, substituição na calha d'água e a adequação do prédio para atender PcD (Pessoas com Deficiência), como calçamento exterior com piso acessível, rampas e banheiros adaptados.

Em janeiro de 2023, a prefeitura já havia se explicado sobre a paralisação das obras, justificando a ausência de recurso em razão da suspensão do fornecimento de emendas parlamentares provocada pelo contexto do ano eleitoral. Alegando não ter recursos para a continuidade do projeto, a administração acusou a empresa contratada de suspender as obras por cerca de quatro meses.

Naquele período, a promessa da Secretaria Municipal de Obras Públicas era concluir a reforma em julho de 2023, mas quase um ano depois nada mudou.

A incompetência da administração de Alan Guedes na resolução do problema tem afetado diretamente a população, que hoje depende de encaixe de atendimento nas unidades do UBS Vila Índio e UBS Vila Rosa, mas conforme relatos obtidos pela reportagem, a sobrecarga de pacientes tem sufocado a prestação de serviço nas unidades.

A comerciante Crislaine Gonçalves, 45 anos, reclama da dificuldade que tem com a assistência de saúde da avó de 90 anos, e da nora, que sofre com cegueira causada por neuromielite óptica. Elas residem no Jardim Ouro Verde, e acabam sofrendo com o deslocamento e a sobrecarga que foi imposta às unidades de saúde da Vila Rosa e Vila Índio.

“Esses postos já tem uma demanda grande, e a nossa no Ouro Verde já não é pequena. Essa dinâmica de divisão é um transtorno para todo mundo. Tem mães com criança pequena, gestantes, que encaram o sol à pé pra ir em consulta, vacina, é sofrido. Na Vila Rosa só tem duas macas de medicação, e muitas vezes minha avó é mandada pra casa porque não tem espaço. O posto tá muito apertado, é muito limitado. A nossa unidade do Jardim Ouro Verde é crucial pra gente”, lamentou.



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