• Quarta, 21 de Outubro de 2026

MESMO COM SERVIDORES HABILITADOS, ALAN CONTRATA EMPRESA POR ATÉ R$3 MILHÕES PARA DAR SUPORTE EM LICITAÇÃO

Assessoria terá como responsabilidade estimar o valor para venda da folha de pagamentos

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Fonte: Dourados Em PautaPor: RedaçãoCredito: Divulgação

A Prefeitura de Dourados está prestes a gastar até R$3 milhões com a contratação de uma assessoria externa para conduzir a venda da folha de pagamento dos servidores municipais. A empresa contratada, Instituto Brasileiro de Tecnologia, Empreendedorismo e Gestão (BR TEC), foi escolhida por meio de um processo de inexigibilidade de licitação, que permite a contratação sem concorrência pública, e receberá 19% sobre o valor da transação, com um limite de R$3 milhões.

De acordo com a homologação da inexigibilidade de licitação nº 018/2024, assinada pelo chefe do Executivo Municipal, a contratação foi justificada pela necessidade de realizar um Estudo Técnico de Viabilidade Econômico-Financeira (EVEF), para estimar o menor valor a ser pago pelos serviços bancários de gestão da folha de pagamento e outros serviços correlatos.

A contratação gerou críticas na Câmara Municipal, por meio do vereador Fábio Luis (Republicanos), que classificou o gasto como desnecessário. O parlamentar questiona a decisão de recorrer a assessorias externas em detrimento do corpo técnico da prefeitura.

O vereador destacou que, em administrações anteriores, processos semelhantes foram conduzidos pela Secretaria Municipal de Fazenda, sem a necessidade de contratar empresas externas. Ele relembrou a venda da folha de pagamento ao Banco Bradesco, durante a gestão de Délia Razuk, que arrecadou R$22 milhões, sem custos com assessoria para auxiliar na licitação.

“O prefeito contrata uma empresa para receber até R$3 milhões apenas para escolher qual banco fará a compra da folha de pagamento. A própria Secretaria de Fazenda, ou Administração tem competência para conduzir o processo, como foi feito no passado, sem custos adicionais para o município", afirmou Fábio Luis. Ele também criticou a prática recorrente da atual gestão de terceirizar serviços que poderiam ser realizados internamente, o que para o parlamentar reflete diretamente na desvalorização e desmerecimento sobre as competências dos servidores públicos.

Fabio ainda destaca em sua fala a falta de obras públicas de relevância durante a gestão de Alan Guedes, sugerindo que os recursos gastos com assessorias poderiam ser direcionados para áreas prioritárias, como infraestrutura, educação e saúde.

“Com R$ 29 milhões gastos em assessorias, quantos bairros poderiam estar sendo asfaltados ou quantas escolas poderiam ter sido construídas?", questionou o parlamentar ao considerar outras contratações feitas por Alan Guedes.





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