• Quarta, 28 de Outubro de 2026

COTADO PARA PRESIDÊNCIA DA CÂMARA, MÁRCIO PUDIM DEFENDE EQUILÍBRIO E INDEPENDÊNCIA DO PARLAMENTO

FONTE: DOURADOS EM PAUTAPOR: VINICIOS ARAúJOCREDITO: DIVULGAçãO/CâMARA DE DOURADOS


Fonte: Dourados Em PautaPor: Vinicios AraújoCredito: Divulgação/Câmara de Dourados

Encerrado o processo eleitoral, iniciam as articulações para uma nova composição da Mesa Diretora da Câmara de Dourados. Nome forte na disputa pela presidência da Casa de Leis, Márcio Pudim (PSDB) confirmou a reportagem que tem buscado dialogar com os parlamentares que assumirão junto dele as 20 cadeiras a partir de 2025 defendendo uma gestão pautada em equilíbrio, diálogo e independência. Ele reiterou o interesse de comandar a Casa de Leis.

Em entrevista exclusiva na tarde desta quinta-feira, 10/10, o vereador, que recebeu no último domingo 1.583 votos nas urnas, apresentou sua visão baseada no protagonismo da Câmara de Vereadores. Pudim teve mandato destacado pela oposição ao governo de Alan Guedes (PP) e já chegou a mencionar que a casa legislativa se posicionava como um “puxadinho da prefeitura”.

“Nós tivemos muitos debates difíceis ali ao longo desses anos. A sensação era de uma imposição por parte do Executivo, sem permitir que os vereadores pudessem analisar as propostas, questioná-las, contribuir com o texto apresentado. Tudo encaminhado a toque de caixa, em regime de urgência, atrapalhando o processo honesto e transparente da atividade legislativa”, justificou.

Diante de um parlamento diverso, com destaque para oposições ideológicas bem definidas, Márcio defende uma gestão pautada em equilíbrio e diálogo. “O presidente da Casa precisa ter capacidade de transitar em qualquer esfera ideológica, política. É preciso saber dialogar, conduzir a Câmara para um lugar de protagonismo, coisa que não tivemos nos últimos anos. O papel da presidência é defender e contribuir com o mandato dos parlamentares, não dificultando seus resultados”, afirmou.

Quanto aos desafios que prevê para um potencial comando da Casa de Leis, Pudim destaca a importância de revisão do contrato da reforma da Câmara, análise dos custos do legislativo visando economia e eficiência financeira, além de destravar a revisão do Regimento Interno visando a modernização e atualização dos processos de funcionamento da Câmara.

“Não basta ter vontade, tem que ter perfil, caráter, fatores estruturantes para conduzir a mesa. Não é fácil, é um poder constituído e a população espera um trabalho diferente, muito mais transparente, acolhedor. A legislatura não pode ser resumida à aprovação de projetos do Executivo, mas intermediar diálogos que exaltem o papel do parlamento nas decisões que impactam o cidadão. Diante disso, o presidente não pode tomar decisões unilaterais, afinal a sociedade exige uma câmara representativa, guardiã dos interesses coletivos”, pontuou.





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