• Quarta, 09 de Setembro de 2026

POLÍCIA PRENDE FORAGIDO QUE COMANDAVA PMS E ADVOGADOS EM ESQUEMA DO TRÁFICO ALVO DO GAECO

FONTE: O JACARé POR: RICHELIEU DE CARLO CREDITO: DIVULGAçãO


Está preso na Penitenciária Estadual de Dourados Rafael da Silva Lemos, o “Gazela” ou “Patrão”, apontado como líder de uma organização criminosa do tráfico de drogas e armas que atuava em cinco estados e tem entre seus integrantes policiais militares, um servidor público municipal e três advogados.

O grupo foi alvo da Operação Last Chat, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) em abril do ano passado. Rafael estava preso em Dourados, condenado a mais de 49 anos de prisão, e fugiu em dezembro de 2023, durante deslocamento para uma consulta médica, e estava foragido desde então.

Conforme apurado, o líder da organização criminosa foi detido e custodiado na Unidade Penal Ricardo Brandão, em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai. No último dia 24 de janeiro, Rafael Lemos foi transferido para a Penitenciária Estadual de Dourados.

A Operação Last Chat cumpriu mandados em em Campo Grande, Ponta Porã, São Paulo (SP) e Fortaleza (CE). A ação foi desencadeada a partir da análise do aparelho celular apreendido da advogada Paula Tatiane Monezzi, presa durante a Operação Courrier, a quem o líder do grupo criminoso contatava por mensagens para a prática de obstrução de investigações, lavagem de dinheiro, corrupção, e outros crimes.

Simultaneamente ao tráfico de drogas, a organização criminosa atua no comércio ilegal de armas de grosso calibre, como fuzis e submetralhadoras, além de granadas, munições, acessórios e outros materiais bélicos de uso restrito, segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul.

Para lavar o dinheiro do tráfico, a quadrilha utiliza empresa fictícia, contas bancárias em nome de laranjas, compra de propriedades e veículos de luxo.

No decorrer dos trabalhos, foi possível identificar mais de 4 toneladas de maconha, mais de 3 mil comprimidos de ecstasy, centenas de munições e carregadores de fuzil de calibre 762 e pistolas calibre 9 milímetros, pertencentes à organização criminosa e apreendidos em ações policiais.

De acordo com levantamento realizado pelo Gaeco, as apreensões geraram um prejuízo ao crime organizado superior a R$ 9 milhões.

 



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