Policial
EMPREITEIRA ALVO DE OPERAÇÃO TEM CONTRATOS COM OUTRAS PREFEITURAS DE MS
FONTE: DOURADOS NEWS POR: REDAçãO CREDITO: POLICIA CIVIL
Alvo da Operação Jazida, desencadeada na manhã desta sexta-feira (26/4) em Campo Grande após suspeita de fraudes em contratos com a prefeitura de Bataguassu, a GTX Construtora e Serviços Ltda pertence ao empresário Ivan Felix de Lima, conhecido como “Rei dos Bitcoins”.
A ação cumpre mandados de busca a apreensão na capital. Os trabalhos são desenvolvidos por policiais civis do Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado).
De acordo com o Campo Grande News, o proprietário da empresa lucra com licitações milionárias e já responde ação por dano ao erário, em novembro de 2021.
No mês passado, um contrato de R$ 7 milhões foi firmado com a Prefeitura de Nova Alvorada do Sul.
Em março do ano passado, por exemplo, foram R$ 5.784.213.66 junto a Prefeitura de Três Lagoas, para obras de drenagem de águas pluviais e pavimentação asfáltica no bairro Paranapungá.
Operação Jazida
Policiais civis do Dracco cumpriram hoje vários mandados de busca e apreensão dentro da Operação Jazida,.
As investigações apuram suspeita de fraude na execução de contratos de obra de asfaltamento, na rodovia conhecida como Reta A1, no distrito de Porto XV, em Bataguassu.
Além das buscas, também foram deferidos os bloqueios de valores das contas bancárias dos investigados, bem como restrições nos veículos da empresa e dos seus representantes, com o objetivo principal de evitar a dilapidação do patrimônio.
Ao todo, foram bloqueados mais de R$ 1 milhão e impostas restrições em cerca de 20 veículos que pertencem aos sócios e às empresas.
De acordo com a Polícia Civil, a obra que originou a operação começou no início de 2022 e até hoje não foi concluída. Durante os trabalhos, foram identificadas diversas irregularidades na extração de terra utilizada na obra.
“Apesar de disposto no projeto executivo e orçamento da licitação, em completa afronta ao que se encontrava previsto, a empresa escavou e retirou volumes expressivos de terra em uma jazida irregular em uma propriedade privada, localizada próximo à obra. É possível visualizar a jazida irregular até mesmo por imagens de satélite, o que demonstra o volume de terra extraído do local. De acordo com a perícia realizada, foram extraídos cerca de 14.300m³. A terra deveria ter sido extraída de uma jazida regular, localizada na cidade de Bataguassu”, diz a polícia, em nota.
Conforme as investigações, a fraude gerou superfaturamento do contrato de, ao menos, R$ 728.544,65, de acordo com a perícia.
