Policial
GRUPO DEU 'BEBIDA COM REMÉDIO' E ROUBOU DINHEIRO ANTES DE MATAR IDOSO
FONTE: DOURADOS NEWS POR: CRISTINA NUNES E OSVALDO DUARTE CREDITO: OSVALDO DUARTE
Após ouvir todas as testemunhas, a Polícia Civil de Dourados revelou novos detalhes sobre o assassinato do idoso José Alves da Silva, 80 anos, encontrado morto em um sítio na Vila Sapé.
O caso, inicialmente tratado como homicídio, foi classificado como latrocínio, pois antes de matar a vítima, o grupo responsável pelo crime furtou a espingarda e R$ 400 da vítima.
De acordo com as informações da polícia, Lucineia Monteiro dos Santos, 25 anos, e Jhonatan Fernando Sobral, 26 anos, teriam 'embebedado' o idoso e colocado remédio na bebida. Enquanto isso, a adolescente de 14 anos foi até o quarto da vítima, pegou a quantia de R$ 400 e a espingarda, e entregou ao namorado de 16 anos, que estava do lado de fora na janela do quarto.
Em determinado momento o idoso teria se 'insinuado' para a adolescente, o que teria provocado uma reação violenta do namorado. Ele efetuou um disparo que resultou na morte de José Alves da Silva.
Conforme noticiado pela Reportagem, o grupo foi preso em uma propriedade rural entre Dourados e Itaporã, através de uma ação da Depac e SIG da Polícia Civil. Conforme as novas informações da polícia sobre o caso, eles estariam 'churrasqueando' no momento em que foram presos e os ingredientes do churrasco foram comprados com o dinheiro furtado do idoso.
ADOLESCENTE ARQUITETOU CRIME PARA SUBTRAIR PATRIMÔNIO E MATAR IDOSO, AFIRMA POLÍCIA
Durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta segunda-feira (29/4), a Polícia Civil de Dourados revelou novos detalhes sobre o assassinato do idoso José Alves da Silva, de 80 anos, encontrado morto em um sítio na Vila Sapé.
O delegado chefe do SIG, Erasmo Cubas, e a delegada plantonista da Depac, Thays Bessa, apresentaram informações sobre a dinâmica do crime e a ação da polícia que levou à prisão do grupo de quatro pessoas apontado como os autores da morte de José.
Segundo Cubas, a informação inicial era de um homicídio, mas quando a polícia chegou ao local do crime, percebeu que a casa estava revirada e alguns pertences do idoso não foram encontrados, fatores que indicaram um possível latrocínio. Além disso, rastros de um veículo foram identificados nas proximidades, sugerindo uma possível rota de fuga dos criminosos.
Uma das testemunhas revelou que o idoso estava mantendo um relacionamento com uma adolescente, o que levantou suspeitas sobre a motivação do crime. Seguindo essa linha de investigação, a polícia foi até a casa do pai da menor e recebeu informações sobre o paradeiro dos suspeitos, em seguida localizou grupo em uma propriedade rural a cerca de 50 quilômetros do local do crime. Ao chegarem lá, os policiais encontraram o grupo 'churrasqueando' e também localizaram a arma utilizada no crime escondida em um milharal.
Conforme a delegada, os envolvidos no crime compraram a carne e a bebida do churrasco com o dinheiro subtraído da vítima. “Isso demostra a frieza dos autores e também dos menores apreendidos”, afirmou Thays.
De acordo com Cubas, para a polícia está claro que a menor desejava a morte de José Alves e também a subtração do patrimônio dele. Os depoimentos nas oitivas apontam que foi ela quem arquitetou o plano e convidou os demais para a execução. Na noite do crime, Lucinéia, irmã da adolescente, ficou encarregada de seduzir e dopar o idoso. Ela admitiu ter tirado a roupa para prender a atenção do homem, colocou remédios em sua bebida e retirou dinheiro do bolso dele.
Enquanto isso, a menor foi até o quarto, furtou a espingarda e entregou para o namorado de 16 anos executar o crime.
A polícia apurou ainda que existe um parentesco distante entre a vítima e as mulheres, e que o pai delas frequentava a casa do idoso. Conforme informações da delegada Thays Bessa, o possível relacionamento da menor com o idoso ainda está sob investigação. Segundo a delegada, há suspeitas de que o próprio pai da menor seria o aliciador para que a adolescente mantivesse relações sexuais com o idoso.
Há também informações de testemunhas de que constantemente o idoso presenteava a garota. Durante os depoimentos, a menor disse que estava sofrendo ameaças e pressionamento por parte do idoso. O inquérito ainda não foi concluído e os autores estão presos na cela da Depac, onde aguardam pela Audiência de Custódia.
