Cotidiano
REFORMA “MEIA-BOCA” FEITA POR ALAN NO CEPER DO BNH 2º PLANO
FONTE: PRONTO FALEI POR: REDAçãO CREDITO: DIVULGAçãO
“Por fora bela viola, por dentro pão bolorento”. O ditado popular cabe como uma luva à situação verificada pelo Pronto Falei no CEPER do BNH 2º Plano. Quando o prefeito Alan Guedes assumiu o cenário era de “terra arrasada”: Banheiros imundos, sem portas, sem vasos sanitários e com os existentes entupidos, o que obriga mães e crianças a urinar no chão.
Não havia água para beber e as crianças passavam sede quando as mães não lembram de trazer água. Quase 50 idosos faziam exercícios físicos no espaço e eram obrigados a conviver com os perigos de uma estrutura comprometida. Espalhados pelo chão dos banheiros e do vestiário desativado, restos de preservativos e de materiais para uso de drogas.
Neste mesmo local, um vazamento desperdiçava água dia e noite. A falta de iluminação à noite era fator facilitador para atos criminosos. O parquinho infantil não tinha iluminação adequada e alguns aparelhos da academia ao ar livre estavam danificados. As arquibancadas não tinham o mínimo de segurança. Além disso, os portões ficavam abertos dia e noite.
A quadra externa de basquete praticamente já não existia mais, vez que não possui tabelas e cestos. As paredes todas pichadas completavam o cenário deplorável de uma área que poderia ser espaço de lazer e esporte tanto para as famílias moradoras no BNH como para famílias de vários bairros.
Quase três anos depois o cenário até que mudou um pouco. Na gestão do Prefeito Alan Guedes a “mão” da Prefeitura até chegou ao local mas, como tem sido uma regra nas intervenções da prefeitura no que tange às praças e parques/centros poliesportivos, deu apenas uma “garibada” para tornar o local minimamente frequentável.
Da cadeira da residência onde mora há 40 anos, o aposentado Dário Stranieri, já acompanhou as várias fases da infraestrutura implantada pelo saudoso ex-prefeito José Elias Moreira. Do seu ápice na década de 80 ao caos da gestão passada e à situação atual, que fez questão de mostrar à reportagem apontado ponto a ponto que ainda falta fazer para que o local ofereça condições para que a população usufrua sem riscos e com os equipamentos completos. Como praticar basquete se as cestas de arremesso só tem os aros e, no caso da quadra a céu aberto nem cestas possui?
“A Prefeitura podia reformar e equipar uma sala para a Guarda Municipal ou designar guardas para atuarem em revezamento. Isso impediria a ação de vândalos e marginais”, ponderou o morador, referindo-se às salas desocupadas ao lado da estrutura circular que sedia os banheiros e, no projeto inicial, seria o vestiário do complexo, mas que para se adentrar é preciso tapar o nariz.
A Prefeitura desentupiu os vasos, retirou os dejetos e mantém a área limpa e as torneiras funcionando. Mas não pintou nem interna nem externamente e não averiguou as causas da fedentina que permanece no local apesar da reforma “meia boca”. Não colocou também portas no “vestiário”. Fez também reparos na rede elétrica, implantando dispositivos que acionam as lâmpadas automaticamente. O dispositivo, porém, foi roubado e agora as lâmpadas permanecem acesas 24 horas, consumindo energia desnecessária que, ao fim e ao cabo, é paga pelo contribuinte.
Da situação em que encontrou o espaço poliesportivo até hoje, Alan Guedes só fez três intervenções: reparos na rede hidráulica, mini-reforma nos banheiros e reparos na rede elétrica, com colocação de lâmpadas em certas áreas do local, e colocação de dois brinquedos no parque infantil. Outras permanecem na escuridão, apesar de existir os soquetes para colocação de lâmpadas.
Como mostrou à reportagem do Pronto Falei, o morador Dário, os problemas pontuais (em todos os pontos na expressiva área que abriga o CEPER) exigem que a Prefeitura arregace as mangas e faça a pintura, reparo do alambrado, coloque as cestas nas quadras de basquete e de futebol de salão, reinstale chaves da rede elétrica da quadra coberta e adeque o local, como a escadaria que dá acesso à pista de caminhada, às normas de Acessibilidade.
Apesar da reforma feita pela atual gestão ter sido “meia boca”, expressão também retirada dos ditados populares, em uma prova de resistência, de dizer que “apesar de você” nós vamos usar o que é nosso, os moradores estão voltando a frequentar o espaço, realizando torneios de futebol e a própria prefeitura realiza ali uns poucos projetos esportivos, de saúde e de lazer.
Pode ser muito mais se a Prefeitura, assim como em outros casos não aplique às suas ações a lógica de ver apenas as árvores e não o bosque inteiro. Ou “meia-boca”, como dito no início desta reportagem.
