Política
PUCCINELLI PREVÊ VIRADA DO MDB EM MS E DISPARA SOBRE SAÍDAS DE ALIADOS: 'VÃO COM DEUS'
POR: REDAçãO PRONTO FALEI, COM INFORMAçõES DO DOURADOS NEWS CREDITO: CLARA MEDEIROS
Em reestruturação após perder nomes de peso, o ex-governador André Puccinelli (MDB) aposta em uma reviravolta do partido nas próximas eleições. Em entrevista ao Dourados News, o pré-candidato a deputado estadual minimizou a debandada recente de aliados e garantiu que a sigla vai retomar seu espaço na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems).
"Nós vamos ter no mínimo três, com grandes chances de ter quatro deputados estaduais", afirmou Puccinelli, defendendo que a política vive de fases "cíclicas".
A bancada do MDB na Assembleia encolheu e hoje conta apenas com Junior Mochi, após as saídas de Márcio Fernandes (PL), Renato Câmara (Republicanos) e Eduardo Rocha (PSDB).
Para Puccinelli, os ex-colegas se precipitaram e podem estar arrependidos, pois achavam que seriam necessários 20 mil votos para se eleger — quando, segundo suas contas, bastarão entre 12 e 15 mil.
Sem os "figurões", novas lideranças ganharam fôlego e agora acreditam na vitória e com a saída de Renato Câmara, Puccinelli deu um prazo até a próxima quinta-feira (25) para que o diretório de Dourados defina um candidato de consenso para representá-los na disputa estadual.
O cenário para as urnas começa a se desenhar com definições claras de apoios e vetos: A maioria do MDB apoia a reeleição de Eduardo Riedel (PP). O partido avalia apoiar Nelsinho Trad (PSD) ou Reinaldo Azambuja (PL).
Presidência da República: O MDB nacional liberou os estados para decidirem seus apoios. Em MS, o partido veta o PT e o presidente Lula.
A postura anti-PT explica, inclusive, o distanciamento de Simone Tebet, que trocou o MDB pelo PSB para disputar o Senado por São Paulo. Puccinelli foi categórico sobre a saída da ex-ministra de Lula: "Eu fiquei triste, mas que vá com Deus. Ela foi para o lado do PT, do Lula. Nós não temos condições aqui no Estado de estarmos com o PT."
Aos que questionam sua decisão de concorrer à Assembleia Legislativa após já ter sido governador, o médico por formação explica que quer usar sua experiência para ajudar o Estado de perto, com foco na saúde preventiva.
Sem papas na língua e com o bom humor de sempre, Puccinelli aproveitou para divulgar seu novo livro de memórias, brincando: "Se vocês tiverem tempo para perder, leiam o livro".
