Reserva Indígena
EMPRESA DE SC GANHA LICITAÇÕES PARA OBRAS DE SUPERPOÇOS NAS ALDEIAS DE DOURADOS
FONTE: DOURADOS NEWS POR: CRISTINA NUNES CREDITO: CLARA MEDEIROS
O Governo de Mato Grosso do Sul homologou os processos licitatórios para a perfuração dos dois superpoços que vão integrar o futuro sistema de abastecimento de água da Reserva Indígena de Dourados. Os atos de homologação foram publicados na edição desta quinta-feira (25) do Diário Oficial do Estado.
As obras contemplam a perfuração de um poço profundo na Aldeia Bororó e outro na Aldeia Jaguapiru, consideradas a primeira etapa do projeto que pretende solucionar um problema histórico enfrentado por milhares de indígenas que convivem há décadas com a escassez de água.
Os dois certames foram conduzidos pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) por meio de concorrência eletrônica. A empresa vencedora em ambos os processos foi a EBS Empresa Brasileira de Saneamento Ltda, com sede em Joinville (SC).
Para cada obra foi homologado o valor de R$ 4.492.322,53, totalizando R$ 8.984.645,06 em investimentos apenas nesta fase inicial do projeto.
Os poços terão capacidade para atender a futura rede de abastecimento que será implantada nas duas aldeias. Conforme o projeto elaborado pela Sanesul e executado pela Agesul, os sistemas serão equipados com conjuntos de motobombas submersas de alta capacidade, capazes de garantir vazão suficiente para abastecer a população da reserva.
Além da perfuração dos poços, o empreendimento prevê etapas futuras que incluem a instalação de sistemas de cloração, construção de reservatórios com capacidade de até 500 mil litros, além da implantação de mais de 184 quilômetros de rede de distribuição de água e cerca de 5,9 mil ligações domiciliares.
O investimento total previsto para a implantação completa do sistema de abastecimento é de aproximadamente R$ 50,7 milhões. A estrutura foi projetada para atender cerca de 29,4 mil habitantes, considerando a projeção populacional da Reserva Indígena de Dourados para o ano de 2033.
A conclusão do sistema é aguardada com expectativa pelas comunidades das aldeias Jaguapiru e Bororó, que enfrentam constantes dificuldades de acesso à água potável. Atualmente, parte dos moradores depende de caminhões-pipa para suprir necessidades básicas como higiene, limpeza e consumo humano.
A falta de abastecimento regular também tem reflexos na saúde pública. Em períodos recentes de epidemia de chikungunya, autoridades identificaram que grande parte dos focos do mosquito Aedes aegypti encontrados na reserva estava associada ao armazenamento de água em recipientes e caixas d’água mantidos pelas famílias diante da insuficiência no fornecimento.
