EX-PREFEITO DE CAMPO GRANDE, ALCIDES BERNAL MORRE AOS 60 ANOS

Político estava preso desde março e havia sido transferido para a UTI da Santa Casa após passar mal no Presídio Militar

FONTE: DOURADOS AGORA POR: TIAGO MARQUES CREDITO: ARQUIVO


O ex-prefeito de Campo Grande Alcides Bernal morreu aos 60 anos na madrugada desta segunda-feira (13). Ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa depois de passar mal no Presídio Militar, onde permanecia detido desde março.

Bernal havia sido preso sob acusação de matar o servidor público Roberto Carlos Mazzini. A internação ocorreu no domingo (12), um dia depois de a Justiça negar o pedido para que ele cumprisse prisão domiciliar.

Segundo a defesa, o ex-prefeito desmaiou dentro da unidade prisional e precisou ser encaminhado ao hospital. Após dar entrada na Santa Casa, foi levado para a UTI. Recentemente, ele havia passado por cateterismo e angioplastia coronariana.

Os advogados também haviam recorrido ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar transferi-lo para o regime domiciliar. O recurso, entretanto, não chegou a ser analisado antes da morte.

Conforme informações apuradas pela TV Morena, o corpo foi encaminhado ao necrotério. Até a publicação desta matéria, não haviam sido divulgados detalhes sobre o velório e o sepultamento.

Trajetória política
Alcides Jesus Peralta Bernal nasceu em Corumbá, em 14 de julho de 1965. Advogado e radialista, construiu sua carreira política em Campo Grande, onde exerceu os cargos de vereador, deputado estadual e prefeito.

A primeira eleição ocorreu em 2004, quando conquistou uma cadeira na Câmara Municipal e assumiu a presidência da Comissão Permanente de Transporte e Trânsito. Reeleito em 2008, passou a comandar a Comissão Permanente de Defesa do Consumidor.

Dois anos depois, Bernal foi eleito deputado estadual. Em 2012, venceu a disputa pela Prefeitura de Campo Grande, então filiado ao Partido Progressistas (PP).

O mandato foi interrompido em março de 2014, após 23 dos 29 vereadores votarem pela cassação. O processo teve como base denúncias relacionadas à contratação emergencial de empresas. Com o afastamento, o vice-prefeito Gilmar Olarte assumiu o comando da Capital.

Bernal contestou as acusações e sustentou, durante o processo, que não existiam provas de irregularidades e que suas decisões buscavam preservar o interesse público.

Em agosto de 2015, um ano e cinco meses depois da cassação, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul determinou sua recondução ao cargo. Ele permaneceu à frente da prefeitura até dezembro de 2016.

Naquele mesmo ano, tentou a reeleição, mas terminou a disputa fora do segundo turno por uma diferença de 2.630 votos.

 



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