• Sábado, 25 de Julho de 2026

DOURADOS SEGUE ENTRE AS 10 CIDADES COM MAIOR TAXA DE ESTUPRO DO BRASIL

Pelo terceiro ano seguido, Dourados é a 6ª cidade do Brasil com maior taxa de violência sexual. A maioria das vítimas são crianças e mulheres, atacadas na própria casa

POR: REDAçãO, PRONTO FALEI, COM INFORMAçõES DO ANUáRIO DE SEGURANçA PúBLICA CREDITO: ARQUIVO


Dourados voltou a aparecer em uma lista preocupante. A cidade é a 6ª do Brasil com mais de 100 mil habitantes no ranking de estupros e estupros contra vulneráveis (crianças e incapazes). Os dados são do novo Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

 

Na cidade, a taxa é de 84,8 casos para cada 100 mil moradores. Esse número é mais do que o dobro da média de todo o país (que é de 39,5).

 

Mato Grosso do Sul também vive uma situação grave: é o 4º estado com a maior taxa de estupros contra mulheres. O estudo explica que o estado reúne fatores que aumentam o risco, como áreas rurais isoladas, grandes territórios indígenas, desmatamento e presença de facções criminosas.

 

A violência afeta principalmente os mais fracos e acontece onde as pessoas deveriam estar seguras: No Brasil todo, 77% das vítimas são crianças com menos de 14 anos.

 

Mulheres: Elas representam mais de 93% das vítimas de violência sexual.

 

Em mais de 64% dos casos com crianças, o crime acontece dentro da própria residência. Os agressores costumam usar a confiança da família para esconder o crime e ameaçar a vítima.

 

Um exemplo dessa violência em Dourados aconteceu em julho do ano passado, na Reserva Indígena. Uma menina de apenas 11 anos foi abordada por um homem de 23 anos perto de um campo de futebol, na Aldeia Bororó. Ela conseguiu fugir e pedir ajuda para a família. Lideranças da própria aldeia seguraram o homem até a chegada da polícia, e ele foi preso.

 

No Brasil, os registros de estupro caíram cerca de 6% no último ano. Porém, os especialistas alertam: isso não significa que os crimes diminuíram de fato.

 

A queda pode indicar apenas subnotificação — ou seja, pessoas que sofreram a violência, mas ficaram com medo de ir à polícia ou não tiveram ajuda para denunciar.

 

O cenário mostra que Dourados e a região precisam, com urgência, de mais apoio às famílias, segurança e proteção reforçada para crianças e mulheres.

 



Ao utilizar nossos serviços, você aceita a política de monitoramento de cookies.
Para mais informações, consulte nossa política de cookies.