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DEU RUIM PRO PREFEITO! POLÍCIA PARA OBRA CLANDESTINA DE POÇO NA CASA DO CHEFE DO EXECUTIVO
POR: REDAçãO PRONTO FALEI. COM INFORMAçõES DO INVESTIGA MS CREDITO: REPRODUçãO
Sabe aquele ditado clássico sobre cobrar dos outros e esquecer de fazer em casa? Pois bem! O prefeito de Cassilândia, Rodrigo Barbosa de Freitas, virou o protagonista da semana após a Polícia Militar Ambiental pegar no flagra uma obra meio... obscura na casa dele.
A polícia chegou de surpresa em um imóvel de alto padrão no bairro nobre da cidade e deu de cara com a maquinaria a todo vapor. O objetivo? Furar um poço tubular do jeitinho brasileiro: totalmente sem licença ambiental.
A máquina perfuratriz e o caminhão gerador faziam aquele barulho gostoso de obra, até que a PM Ambiental desligou a tomada.
A obra foi paralisada imediatamente.
O coitado do prestador de serviço contratado para furar o poço tomou uma multa de R$ 5 mil no bolso e ainda teve que ir dar explicações na Polícia Civil.
UÉ, E O DONO DA CASA?
Por enquanto, a multa sobrou só para o contratado. Mas a lei é clara: quem encomenda a obra também tem que estar com a documentação em dia. A autorização do Imasul (órgão ambiental) tem que sair no nome do dono do imóvel, e não do coitado que opera a furadeira!
A história ganha contornos ainda mais pitorescos quando olhamos para a gestão da cidade. Diferente da maioria dos municípios, Cassilândia não usa a empresa estadual (Sanesul): a rede de água é gerida pela própria Prefeitura.
Na prática, ao furar um poço particular na sua mansão, o chefe do Executivo estava prestes a dar um "tchau, obrigado" para as contas de água do sistema que ele mesmo comanda!
Para ter um poço na zona urbana, o proprietário precisa de um "ok" da Secretaria Municipal de Água. E quem é o chefe do Secretário de Água? Exatamente, o prefeito. Mas nem para ele mandar um e-mail pedindo autorização pro seu subordinado!
A cidade recentemente gastou mais de R$ 155 mil de emergência em materiais de água/esgoto e abriu uma licitação de mais de R$ 7 milhões para terceirizar o sistema de água. Ou seja: o sistema público está pedindo socorro, mas no quintal do prefeito a solução era furar a terra e garantir o seu.
Procurado pela reportagem para explicar por que a casa do gestor público virou canteiro de obra clandestino, o prefeito Rodrigo Barbosa de Freitas não respondeu aos questionamentos até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto para quando ele resolver se pronunciar, de preferência com as licenças na mão!
