Cultura
DE GRENAL DE BOMBACHA À TERTÚLIA, SEMANA FARROUPILHA SEGUE ATÉ DOMINGO EM DOURADOS
POR: FABIANE DORTA CRéDITO: DIVULGAçãO CMD
Celebrando as raízes do sul do país, a programação da Semana Farroupilha é realizada pelo CTG (Centro de Tradições Gaúchas) – Querência do Sul até domingo, 20 de setembro, quando é comemorado o Dia do Gaúcho. As atividades são todas abertas ao público.
Nesta terça-feira, dia 15, às 19h30, está previsto o Grenal de Bombacha. “Isso é algo que foi inventado por nós aqui em Dourados há muitos anos atrás. Nada mais é do que juntar um time do Grêmio contra um time do Inter, só que a gente joga de bombacha. É de chuteira, mas de bombacha”, conta o patrão do CTG Querência do Sul, Maickon Decian.
Já na quarta-feira, dia 16, a partir das 19h30, tem o torneio esportivo com diversas modalidades e jogos que fazem parte da cultura gaúcha, como bocha, bolão, truco, tava, entre outros.
Na quinta-feira, dia 17, às 19h, tem Sessão Solene em Comemoração ao Dia do Povo Gaúcho, data em que os vereadores vão até a sede do CTG para realizar uma solenidade de entrega de honrarias pelo legislativo.
Na sexta-feira, 18, tem a Tertúlia Livre que é um palco aberto para todos os artistas. “Se quiser ir lá para cantar, para declamar, para tocar algum instrumento, é uma noite em que o palco é livre para quem quiser participar”, conta Decian.
A programação volta no domingo, ponto alto da Semana Farroupilha em que o Dia do Gaúcho será comemorado a partir das 11h30 com Costelão Dançante e baile com o grupo Independência Fandangueira. O convite é R$ 70 e crianças de 7 a 11 anos pagam R$ 30. Os participantes devem levar pratos e talheres.
A festa fecha as atividades que começaram na sexta-feira, dia 11, quando teve a Missa Crioula, e seguiu com o Tchê Fest, um festival cultural realizado pela primeira vez pelo CTG.
SEMANA FARROUPILHA
A Semana Farroupilha é quando os gaúchos se unem para mostrar à comunidade e comemorar, principalmente, a arte, tradição, cultura e culinária, vivendo a história e as tradições do Rio Grande do Sul.
O período faz referência à Revolução Farroupilha, também conhecida como ‘Guerra dos Farrapos’ que começou no dia 20 de setembro de 1.835 e seguiu até 1º de março de 1.845, a mais longa da história brasileira.
O movimento separatista teve origem política e econômica, a partir do descontentamento de parte do povo gaúcho com impostos territoriais e taxas de exportações de charque cobradas pelo império.
“Independente de lado ou de partido, ela tem uma questão política envolvida justamente por conta da guerra, que a gente sabe que a revolução se deu através do exército contra os revolucionários que queriam lutar por um estado, por um ideal, por algo melhor para o povo gaúcho”, acredita o patrão.
“Com o passar do tempo, os historiadores, as pessoas que procuravam resgatar toda essa história, identificaram que precisavam ter um período em que a gente voltasse os olhos e toda a parte da estrutura nossa do movimento e da tradição para comemorar isso”, acrescenta, lembrando que a celebração é em nome daqueles que lutaram pelos ideais do povo gaúcho.
“A Semana Farroupilha, ela junta um pouco de tudo, um pouco dessa cultura em relação à dança, à festa, à música, e um pouco dessa história brava do gaúcho, que é o da luta, da briga, da defesa do povo”, finaliza o patrão.
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