• Sábado, 26 de Setembro de 2026

VELHO, QUENTE E LOTADO: LANDMARK COBRA QUE NOVA OPERAÇÃO MUDE A REALIDADE DOS ÔNIBUS COM “AR NO BUSÃO”

POR FELIPE GONçALVES CREDITO: DIVULGAçãO


A realidade da frota do transporte coletivo de Campo Grande voltou a expor um problema que os passageiros conhecem diariamente: ônibus antigos, conservação insuficiente e pouca qualidade durante as viagens. O relatório da intervenção no Consórcio Guaicurus aponta que a idade média dos veículos chegou a 10,4 anos em 2026, enquanto o contrato estabelece limite de cinco anos. Dos 446 ônibus encontrados nas garagens, 45,7% têm mais de dez anos de uso.

 

O diagnóstico também aponta uma combinação de frota envelhecida e manutenção preventiva insuficiente, além de problemas nos controles e na gestão da operação. Na prática, os números ajudam a explicar as reclamações recorrentes dos usuários sobre as condições dos veículos e mostram que a discussão sobre o futuro do transporte precisa ir além da manutenção do sistema atual.

 

Diante desse cenário, o vereador Landmark Rios defende que uma eventual mudança no comando da operação seja acompanhada de uma transformação real na frota. Para ele, não basta trocar quem administra o serviço se os passageiros continuarem encontrando os mesmos ônibus antigos e sem condições adequadas de conforto.

 

É nesse ponto que Landmark volta a defender o projeto “Ar no Busão”, proposta de sua autoria que busca garantir que os novos ônibus incorporados ao transporte coletivo tenham ar-condicionado. O projeto chegou a ser aprovado pela Câmara, mas posteriormente teve o veto mantido.

 

Para o vereador, uma eventual nova empresa que assuma a operação precisa colocar a renovação da frota como prioridade, incorporando veículos modernos e climatizados desde o início.

 

“Se existe a possibilidade de uma nova empresa assumir o transporte, é preciso que ela já chegue com compromisso de mudar a realidade de quem anda de ônibus. Não podemos aceitar que uma nova operação mantenha uma frota envelhecida, sem ar-condicionado e com problemas de conservação. O passageiro precisa sentir a mudança no dia a dia”, afirma Landmark.

 

A proposta do “Ar no Busão” ganhou força justamente a partir das reclamações sobre o calor enfrentado pelos usuários. Em uma cidade onde as temperaturas podem ser muito elevadas, o ar-condicionado é tratado pelo vereador como uma questão de conforto e dignidade para quem passa horas dentro do transporte coletivo.

 

Com quase metade da frota acima dos dez anos, a renovação dos veículos aparece como um dos principais desafios para melhorar o serviço. Para Landmark, qualquer novo capítulo do transporte coletivo precisa representar uma mudança concreta para os passageiros: ônibus mais novos, bem conservados, acessíveis e com ar-condicionado.

 



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