COLAPSO DO UENO BANK CONGELA CONTAS DE 3 MILHÕES DE PESSOAS, DERRUBA PRESIDENTE DO BANCO CENTRAL E ATINGE INVESTIDORES BRASILEIROS

POR: REDAçãO, PRONTO FALEI CREDITO: REPRODUçãO/OLHAR VIAJANTE


O Paraguai enfrenta sua mais grave crise institucional e econômica em anos após o colapso repentino do Ueno Bank. A instituição, que acumulava um crescimento vertiginoso nos últimos anos, implodiu após uma degradação abrupta de sua solvência, cujos índices despencaram para menos da metade do patamar mínimo exigido pelas normas regulatórias do país.

 

A queda abrupta forçou a autoridade monetária local a decretar intervenção emergencial. O resultado imediato foi o congelamento de contas de cerca de três milhões de clientes, desencadeando cenas de desespero, filas intermináveis e uma onda de protestos revoltosos nas portas das agências bancárias espalhadas por todo o território paraguaio.

 

O RASTRO INTERNACIONAL E O IMPACTO NOS BRASILEIROS


O crescimento acelerado do Ueno Bank nos últimos anos não foi impulsionado apenas pelo mercado interno. A instituição havia se tornado um ímã de capital estrangeiro, atraindo expressivos volumes de recursos de investidores brasileiros que buscavam no Paraguai uma alternativa de diversificação patrimonial e refúgio para seus ativos fora do Brasil.

 

Com a revelação de graves distorções nos balanços e fortes suspeitas de irregularidades na gestão, esses recursos encontram-se atualmente retidos, elevando a apreensão de CPFs e corporações do país vizinho que apostaram na praxe de expansão da instituição.

 

A dimensão do escândalo não tardou a cobrar um preço político e judicial altíssimo. A gravidade da situação provocou uma crise de confiança sem precedentes no sistema financeiro nacional, culminando na renúncia imediata do presidente do Banco Central do Paraguai.

 

Paralelamente, o caso saiu da esfera administrativa e entrou no radar da Justiça criminal. Foram abertas investigações rigorosas acompanhadas de ordens de prisão contra executivos e figuras de proa ligadas ao grupo controlador do banco, sob suspeita de má gestão dolosa e ocultação de passivos.

 

No tabuleiro político, o abalo sísmico financeiro aterrissou diretamente no Palácio de López, impondo forte pressão sobre o governo de Santiago Peña. A administração federal agora corre contra o tempo, mobilizando o Congresso para a tramitação de medidas legislativas de urgência. O objetivo central é tentar costurar um plano viável para garantir a restituição dos depósitos dos cidadãos e blindar os vulneráveis fundos de pensão públicos que foram arrastados para o olho do furacão.

 

Enquanto administradores temporários nomeados pelo regulador tentam auditar a verdadeira dimensão da carteira de ativos do banco, milhões de correntistas vivem sob a angústia da incerteza, sem saber quando, ou se conseguirão reaver o dinheiro bloqueado.

 



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