• Sexta, 05 de Junho de 2026

ZECA DO PT PROPÕE REGULAMENTAÇÃO DAS ATIVIDADES DOS LEGENDÁRIOS EM ÁREAS DE CONSERVAÇÃO NO ESTADO

O requerimento tem como base a proibição das atividades do grupo no Parque Nacional da Serra da Bodoquena, com áreas em Bonito, Bodoquena e Jardim

FONTE: CORREIO DO ESTADO POR: KARINA VARJãO CREDITO: DIVULGAçãO/LEGENDáRIOS BRASIL


O deputado estadual Zeca do PT apresentou, na última semana, um requerimento durante a sessão ordinária na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) pedindo medidas de regulamentação das atividades do grupo Legendários nas áreas de conservação ambiental do Estado, bem como nos parques estaduais.

Para Zeca, a solicitação cobra esclarecimentos da Secretaria do Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) e do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) sobre as atitudes que estão sendo tomadas para regimentar a atividade do grupo.

"As informações solicitadas são de suma importância para que a população sul-mato-grossense tome conhecimento sobre as medidas que o Imasul e a Semadesc vem tomando, no sentido de evitar que as atividades do grupo legendários, que sempre se reúne em grande quantidade, não tenham impacto ambiental negativo em parques e unidades de conservação estaduais", justificou o deputado.

O requerimento foi encaminhado ao Governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, ao Secretário da Semadesc, Jaime Verruck, e ao Diretor-Presidente da Imasul, André Borges Barros de Araújo

ENTENDA
O requerimento apresentado pelo deputado sul-mato-grossense tem base na recente proibição da realização das atividades do movimento Legendários no Parque Nacional da Serra da Bodoquena, decisão tomada pelo chefe responsável pelo parque, Sandro Roberto da Silva Pereira, após determinadas atividades do grupo causarem impactos negativos na área de conservação.

A região do parque é uma área de conservação ambiental federal criada em 2000 para proteger a biodiversidade local. A área possui 77 mil hectares e está sob responsabilidade do Instituto Chico Mendes para a Conservação da Biodiversidade (ICMBio), abrangendo as áreas de Bonito, Bodoquena e Jardim, em Mato Grosso do Sul.

Sandro relatou que desde 2024 o parque não autoriza atividades do grupo na área, por intercorrências de impacto ambiental negativo, bem como descumprimentos das normas do local, como não aglomerar grandes quantidades de pessoas nas trilhas da unidade de conservação.

“Explicamos que o parque tem um limite diário e que as visitações são feitas com grupo de, no máximo, 10 pessoas, e acompanhadas sempre por um condutor credenciado. Liberamos desde que atendessem as regras. Mas, eles insistiram em realizar essas dinâmicas de estar todo mundo junto, dentro da trilha. Não deu certo, virou aquela confusão. Depois disso não permitimos mais”, conta o chefe do PNSBd.

A mesma decisão também foi divulgada pela Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Cara da Onça, uma unidade de conservação estadual localizada na zona de amortecimento do Parque Nacional da Serra da Bodoquena.

De acordo com o sócio-proprietário do local, Gerson Canhete Jara, no início do ano passado, um grupo de cerca de 300 pessoas do grupo dos Legendários entrou, sem autorização, na unidade, deixando a área impactada.

As áreas de conservação, como os parques, seguem normas do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), que também têm normas a serem seguidas para tentar minimizar os impactos das visitações das áreas.

No Parque Nacional da Serra da Bodoquena, por exemplo, o limite permitido é de 100 pessoas por dia, com horário certo para as trilhas, em grupos de 10 pessoas acompanhadas por um condutor credenciado pelo ICMBio.

Já na RPPN Cara da Onça, além da visitação guiada, o limite diário de pessoas visitantes é de 25 pessoas.

“Quando há a concentração de muitas pessoas em um único local, você tem o pisoteio da vegetação, começa a alargar a trilha porque as pessoas não conseguem ficar em trilha. Nos locais onde eles param, que precisam conversar, estabelecer dinâmicas, o impacto ao meio ambiente é grande”, enfatiza Sandro Pereira.

 



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