Política
NOVOS PLANOS E ‘CHAPAS DA M0RTE’ PODEM ELIMINAR MAIS DA METADE DOS ATUAIS DEPUTADOS FEDERAIS DE MS
Câmara pode renovar mais da metade apenas nas disputas internas
FONTE: INVESTIGA MS POR: WENDELL REIS CREDITO: REPRODUçãO
A pré-campanha em Mato Grosso do Sul foi marcada por intensas negociações de deputados para definirem o futuro para a eleição de outubro. Teve reviravoltas na última semana da janela que mudaram os rumos das chapas e dos candidatos. Porém, em muitos casos, estas trocas devem custar caro.
As mudanças podem fazer Mato Grosso do Sul renovar mais da metade dos atuais representantes do Estado em Brasília. Isso porque as chapas foram recheadas de candidatos competitivos, que podem eliminar uma boa parte dos atuais mandatários.
O fantasma do momento entre os defensores do mandato ronda do PL, com a possibilidade de Coronel David (PL) disputar o posto de deputado federal. Se confirmada a candidatura (que deve ser definida hoje), ele será mais um na briga acirrada no PL.
O PL tem expectativa de eleger três federais, mas sabe que a meta será muito difícil. O partido tem entre os federais Marcos Pollon e Rodolfo Nogueira, que terão uma batalha e tanto para a reeleição. Eles têm como principais adversários, além de David (se confirmado), a deputada estadual Mara Caseiro, que foi a mais votada na última eleição, e o ex-deputado federal Edson Giroto.
O partido também pode renovar se Marcos Pollon for o escolhido para o Senado ou se desistir da disputa da reeleição. Ele declarou para algumas lideranças que poderia não disputar a reeleição, se fosse rejeitado no partido.
Na Federação União/PP a vida dos atuais deputados federais é ainda mais difícil. O partido tem a difícil missão de eleger três cadeiras para preservar os três federais. Todavia, além da meta ser difícil de conquistar, a concorrência também é pesada. Luiz Ovando, Geraldo Resende e Dagoberto Nogueira têm como principal adversária a ex-deputada Rose Modesto.
Se confirmada a previsão mais próxima da realidade, de duas cadeiras, é grande a possibilidade de dois federais não conseguirem a reeleição.
O PT deve ter renovação automaticamente por conta da mudança de rota de Vander Loubet. Após seis mandatos consecutivos, ele decidiu concorrer ao Senado, renovando automaticamente uma cadeira. O partido planeja eleger duas cadeiras, mas se não conseguir, a briga por uma vaga deve ser intensa entre a atual deputada, Camila Jara, e o ex-prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad, agora filiado ao PV. Eles concorrem na mesma coligação, na Federação Brasil da Esperança (PT,PcdoB e PV).
O Republicanos também tenta manter uma cadeira. O atual deputado, Beto Pereira, terá os vereadores Isa Marcondes e Neto Santos, bem como o ex-secretário de Desenvolvimento, Jaime Verruck.
Os federais ainda terão como fantasma a chapa formada pelo PSDB, que após mudança na legislação eleitoral, tem chances de conquistar uma cadeira. Se o partido garantir a vaga na sobra (o mais provável), pode colocar em dificuldade os planos do PL e União/PP, contribuindo para a renovação.
