• Sexta, 11 de Setembro de 2026

OPERAÇÃO QUE APURA DESVIOS DE DINHEIRO PÚBLICO EM HOSPITAL CUMPRE MANDADOS EM DOURADOS

DA REDAçãO CRéDITO: GECOC/MPMS


O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) deflagrou, nesta sexta-feira (11), a Operação Antidotum, que cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão em Dourados, Campo Grande e Goiânia (GO), durante investigação sobre fraudes e desvios de dinheiro envolvendo contratos da Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande.

 

Ao todo, são cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 36 de busca e apreensão. A operação é conduzida pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), com apoio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).

 

Segundo o MPMS, a investigação identificou irregularidades em um contrato firmado pela Santa Casa de Campo Grande para a prestação de serviços de digitalização de prontuários. O acordo previa o pagamento de R$ 1,8 milhão por ano, durante três anos, totalizando R$ 5,4 milhões.

 

Somente no primeiro ano de vigência, conforme a apuração, o desvio de recursos chegou a R$ 1,4 milhão, com pagamentos elevados sem a devida prestação dos serviços contratados.

 

A investigação também apontou irregularidades em contratos firmados pela Operadora Santa Casa Saúde, empresa controlada pela Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande, com empresas pertencentes ao mesmo grupo econômico.

 

De acordo com o MPMS, as empresas tinham como proprietário uma pessoa com ligações com a diretoria da Santa Casa e estavam registradas no mesmo endereço. No entanto, durante as apurações, foi constatado que o imóvel estava desocupado.

 

Somente em 2025, a Operadora Santa Casa Saúde teria pago aproximadamente R$ 9,6 milhões a essas empresas. A apuração aponta um prejuízo de, no mínimo, R$ 3,5 milhões à entidade.

 

Ainda segundo o Ministério Público, contratos, pagamentos e prestações de contas eram sistematicamente omitidos dos órgãos de controle, entre eles o Conselho Fiscal da Santa Casa e a Controladoria-Geral do Estado.

 

O valor total do prejuízo causado à Santa Casa de Campo Grande ainda está sendo apurado.

 

A Operação Antidotum contou com apoio operacional do Batalhão de Choque da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul e participação da Comissão de Defesa e Assistência das Prerrogativas dos Advogados (CDA) da OAB/MS.

 

O nome da operação, “Antidotum”, vem do latim e significa antídoto, contraveneno ou contramedida, em referência a algo capaz de neutralizar ou impedir a ação nociva de uma toxina. O termo também é utilizado no sentido figurado como recurso ou solução contra um problema.



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