• Quarta, 29 de Julho de 2026

EX-PRESIDENTE DE CÂMARA DE DOURADOS E MAIS OITO SÃO CONDENADOS EM ESQUEMA DE CORRUPÇÃO

FONTE: INVESTIGA MS POR: WENDELL REIS CREDITO: ARQUIVO


A 1ª Vara Criminal de Dourados condenou nove pessoas investigadas na Operação Cifra Negra, que apurou um esquema de corrupção, fraude em licitações e desvio de recursos públicos na Câmara Municipal de Dourados.

 

Entre os condenados, o então presidente da Câmara, Idenor Machado, que precisará cumprir pena de 12 anos e quatro meses de prisão (em regime inicial fechado).

 

“Assim, faço a somatória e TORNO DEFINITIVA a pena do réu Idenor Machado, qualificado aos autos, em 12 (doze) anos, 04 (quatro) meses e 15 (quinze) dias de reclusão, além do pagamento de 109 dias-multa, pela prática dos crimes tipificados no art. 317, §1º e art. 312, ambos por diversas vezes, na forma do art. 71, caput, do Código Penal; e art. 2º, §4º, II, da Lei n. 12.850/13, tudo na forma do art. 69, caput, do Código Penal”.

 

O assessor dele, Alexsandro Oliveira, foi condenado a pena de 15,8 anos em regime fechado. Segundo a denúncia, ele era o responsável por distribuir o dinheiro do esquema.

 

Também foram condenados: Denis da Maia (sete anos em regime inicial fechado); Jailson Coutinho (sete anos em regime inicial fechado); Patrícia Guirandelli (Sete anos, em semiaberto); Franciele Aparecida (6,4 anos, em semiaberto); Karina Alves (6,3anos em semiaberto); Alexandre Zamboni (2,3 anos, regime aberto) e Uglaybe Fernadnes (2,7 anos, regime aberto).

 

A justiça reconheceu a existência de um esquema estruturado para fraudar procedimentos licitatórios e beneficiar empresas previamente ajustadas, por meio da simulação de concorrência e do pagamento de vantagens indevidas. A justiça entendeu que o grupo atuou de forma organizada em contratações realizadas entre 2010 e 2018 no Poder Legislativo municipal.

 

Segundo a denúncia da Operação Cifra Negra, as empresas envolvidas atuavam de forma coordenada para simular concorrência em procedimentos licitatórios da Câmara Municipal de Dourados. A prática permitia direcionar os certames e garantir que contratos públicos fossem celebrados em benefício do grupo investigado.

 

As apurações tiveram origem em documentos e informações obtidos em investigações anteriores, que apontavam possíveis irregularidades em contratos celebrados pela Câmara Municipal de Dourados.

 



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