• Quinta, 01 de Outubro de 2026

CONDENAÇÃO DE EDSON GIROTO DESFERE GOLPE HISTÓRICO NA CORRUPÇÃO

A sentença do magistrado foi publicada nesta quarta-feira (30) no Diário Oficial da Justiça e é um duro golpe na tentativa de Giroto retornar à política após 14 anos

POR: REDAçãO, PRONTO FALEI CREDITO: DIVULGAçãO


Edson Giroto

Em uma decisão histórica publicada nesta quarta-feira (30), a Justiça desferiu um duro golpe na corrupção e nas pretensões políticas de Edson Giroto (PL). O ex-secretário estadual de Obras foi condenado por improbidade administrativa em esquema de desvio de dinheiro público que abalou o Estado, decorrente da Operação Lama Asfáltica.

 

A sentença, assinada pelo juiz Eduardo Lacerda Trevisan, comprova que a construtora Proteco recebeu milhões dos cofres públicos para a manutenção de rodovias estaduais (MS-270, MS-444 e MS-473), mas entregou apenas uma fração do serviço contratado. Enquanto a empresa recebeu R$ 13 milhões, perícias comprovaram que realizou pouco mais de R$ 3 milhões em obras reais.

 

A punição imposta a Giroto representa um obstáculo definitivo ao seu retorno à vida pública após 14 anos, frustrando articulações políticas recentes.

 

Desvio comprovado de R$ 9,8 milhões (montante que, atualizado, ultrapassa R$ 17,4 milhões), perda da função pública, direitos políticos suspensos por 8 anos, impedimento de contratar ou receber incentivos de órgãos públicos por 10 anos, condenação ao pagamento de multa por danos morais coletivos de R$ 500 mil, além de responder solidariamente com os demais réus pelo ressarcimento integral milionário aos cofres estaduais.

 

O magistrado destacou que ficou comprovado o dolo e a ciência de Giroto sobre as irregularidades ocorridas em sua pasta na época em que geria a Secretaria de Obras, atuando em conjunto com o empresário João Amorim e integrantes da construtora Proteco.

 

Além de Giroto, nomes como o empresário João Amorim (condenado a ressarcir R$ 4,8 milhões e suspensão política por 12 anos) e o ex-deputado Beto Mariano também foram punidos severamente pela Justiça por participação no esquema fraudulento. Os réus ainda podem recorrer da decisão.

 



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