Policial
DELEGADA DEIXA COMBATE À CORRUPÇÃO APÓS 11 ANOS E ASSUME OUVIDORIA DA POLÍCIA CIVIL
FONTE: O JACARé POR: RICHELIEU DE CARLO CREDITO: PAULO FRANCIS
Depois de quase seis anos, a delegada Ana Cláudia Medina deixou o comando do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) para assumir a Ouvidoria-Geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. A mudança foi publicada no Diário Oficial do Estado da última terça-feira (2).
O Dracco foi regulamentado oficialmente pelo Governo do Estado em agosto de 2020, mas a delegada Medina esteve à frente do combate à corrupção, ao crime organizado, lavagem de dinheiro e crimes aeronáuticos desde 2015, ou seja, 11 anos.
A agora ouvidora-geral estruturou o Dracco, que começou tímido com apenas duas delegacias, mas passou a se consolidar ao longo do tempo com operações contra esquemas que causaram prejuízos bilionários aos cofres públicos estaduais.
A Operação DNA Fiscal, de outubro do ano passado, investigou uma família que usava laranjas e sonegou R$ 779 milhões em ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).
A Operação Dark Money levou à prisão o ex-prefeito de Maracaju, Maurílio Ferreira Azambuja, então com 73 anos, e do ex-secretário municipal de Fazenda, Lenilso Carvalho Antunes, ambos do MDB, acusados de criar uma conta bancária de fachada para desviar R$ 23 milhões da prefeitura.
A Operação OncoJuris mirou acusados de integrar esquema de desvio de R$ 78 milhões destinados à compra de medicamentos de alto custo para pacientes com câncer.
A Operação Colheita Fantasma apurou fraude tributária superior a R$ 100 milhões. Em cinco anos, o grupo simulou a venda de R$ 1 bilhão em grãos para ter direito a crédito tributário.
A Operação Jazida mirou a GTX Construtora e Serviços, que venceu seguidas licitações por obras tocadas em sete municípios de Mato Grosso do Sul. A empreiteira é investigada por superfaturamento de obras e conquistou em torno de R$ 118,8 milhões.
A delegada Ana Cláudia Medina, após 11 anos de combate à corrupção e ao crime organizado, mais antiga do país e única mulher na função, será substituída na direção do Dracco pelo delegado Rodrigo Guiraldelli Yassaka, que estava lotado no Departamento de Polícia Especializada.
As portarias foram assinadas pelo delegado-geral da Polícia Civil, Lupersio Degerone Lucio.
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