Policial
O 'ROUBO' QUE VIROU RESSACA: HOMEM INVENTA ASSALTO PARA ESCONDER NOITADA EM DOURADOS
Sabe aquele ditado de que "a mentira tem perna curta"? Em Dourados, ela não só tem perna curta, como também esquece a bicicleta em casa
POR: REDAçãO, PRONTO FALEI CREDITO: ARQUIVO
O que começou como uma investigação de um suposto crime brutal, digno de filme de ação, terminou na manhã desta quinta-feira (25) como um clássico caso de "o golpe tá aí, cai quem quer" — e, dessa vez, quem caiu (no próprio papo) foi o próprio autor da fofoca.
Na quarta-feira (24), o Corpo de Bombeiros resgatou O.M.B., de 50 anos, no bairro Dioclécio Artuzi II. O cenário era dramático: o homem apresentava graves lesões na cabeça.
A primeira versão dos fatos parecia um boletim de ocorrência de dar pena: Durante uma suposta agressão, a vítima teria levado uma surra daquelas com um pedaço de madeira e os criminosos teriam limpado suas contas, levando carteira, dinheiro e até a fiel bicicleta.
Comovidos e prontos para fazer justiça, os agentes do Setor de Investigações Gerais (SIG/NRI) entraram em ação. Mas aí a ficção começou a desmoronar mais rápido que castelo de cartas no vento.
Os investigadores foram até a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) para falar com a vítima. Chegando lá, descobriram o primeiro mistério: o homem simplesmente deixou o hospital antes mesmo de fazer os exames médicos. Uma cura milagrosa? Não, apenas medo do raio-X da verdade.
Decididos a caçar os "criminosos", os policiais foram até a casa onde a confusão aconteceu. E adivinha quem estava lá, sã e salva, descansando no quintal? A bicicleta. Junto com ela, a carteira "roubada".
Se os ladrões de Dourados estão roubando coisas e deixando-as guardadas na casa da própria vítima, o mercado do crime precisa urgentemente de um curso de reciclagem.
Convidado gentilmente a prestar esclarecimentos na delegacia, o homem de 50 anos viu que o teatro tinha fechado as cortinas. Sem saída, ele abriu o jogo e confessou o óbvio: não houve roubo nenhum.
O verdadeiro roteiro da noite anterior foi um pouco menos heroico: Toda a grana foi gasta com drogas e bebidas alcoólicas e o estado do cidadão, estava mais para lá do que para cá (completamente embriagado, em termos jurídicos). Já o Galo na Cabeça, os ferimentos não foram obra de assaltantes, mas sim o resultado de uma bela discussão de boteco relacionada ao consumo das substâncias.
CONCLUSÃO DAS AUTORIDADES
Diante da comédia de erros, a Polícia Civil alterou o boletim de ocorrência. O crime de roubo foi cancelado com sucesso. Agora, o caso segue em investigação pelas autoridades — provavelmente para entender se o sustento da mentira vai render um puxão de orelha por falsa comunicação de crime.
Fica a dica: se for gastar o dinheiro do leite com a rodada de cerveja, assuma a bronca. Inventar um assalto e esquecer a bicicleta em casa é pedir para virar manchete.
