• Quarta, 05 de Agosto de 2026

CASO EM MS REVELA REDE DE ALICIADORES QUE INDUZEM ADOLESCENTES A DESAFIOS MORTAIS

FONTE: DOURADOS NEWS POR: REDAçãO CREDITO: POLICIA CIVIL


Uma organização criminosa de alcance nacional acusada de aliciar adolescentes por meio de plataformas digitais para a prática de desafios que envolvem risco à vida, é alvo da Operação Lívia deflagrada nesta terça-feira, dia 04. As investigações que levaram à prisão e apreensão de suspeitos em cinco Estados, foram desencadeadas após a morte de uma jovem de 13 anos em Naviraí.

 

A ação foi coordenada pela DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, em conjunto com o Ciberlab da Senasp/MJSP (Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública).

 

Além do Estado que originou a apuração, também foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão contra adolescentes no Rio de Janeiro, Minas Gerais e Ceará, e um mandado de prisão contra um adulto no Pará. O cumprimento das determinações judiciais foi feito de forma simultânea com o apoio de agentes locais.

 

Com os suspeitos, foram apreendidos diversos aparelhos de telefone celular, computadores e outros equipamentos eletrônicos que devem ser submetidos à perícia especializada. As investigações continuam a partir da análise desses materiais, para a identificação de novas vítimas, individualização da conduta de cada um dos envolvidos e responsabilização de outros integrantes da organização.

 

COMO AGIA O GRUPO


As investigações apontam que a organização criminosa atuava de forma permanente, em diferentes plataformas digitais para aliciar, manipular e submeter crianças e adolescentes a graves formas de violência psicológica. Isso inclui desafios extremos, automutilação e, em situações extremas, indução ao suicídio.

 

Eles agiam recrutando crianças e adolescentes, formando grupos fechados e conquistavam a confiança deles através de manipulações psicológicas, submetendo as vítimas a um processo contínuo envolvendo coação, isolamento e outras estratégias.

 

Entre as práticas identificadas estão desafios de crescente violência, automutilação, humilhações, exposição degradante e outras exigências impostas pela organização para fortalecer o domínio sobre as vítimas, chegando, em casos extremos, a induzir que o jovem tire a própria vida.

 

As investigações apontaram que o grupo buscava jovens em situação de vulnerabilidade emocional, para aproximar-se das vítimas e exercer controle psicológico progressivo.

 

O CASO DE MS


Em ação integrada com o Ciberlab, os policiais chegaram até o grupo quando constataram a partir evidências digitais, que a morte da adolescente de Naviraí não se tratava de um caso isolado, mas estava inserido em um contexto de atuação de uma organização criminosa estruturada, com alcance nacional.

 

A jovem foi encontrada pela família na varanda de casa por volta das 6h do dia 22 de julho. O Corpo de Bombeiros chegou a ser acionado, mas apenas constatou que ela já estava sem vida.

 

Durante as apurações a Polícia Civil ainda descobriu mais uma vítima da mesma organização em outro Estado, além de elementos que indicam que existem outras ainda não identificadas.



Ao utilizar nossos serviços, você aceita a política de monitoramento de cookies.
Para mais informações, consulte nossa política de cookies.