• Terça, 28 de Julho de 2026

JUSTIÇA PROÍBE MARCINHO VP DE DAR ENTREVISTA A ROBERTO CABRINI EM PRESÍDIO FEDERAL DE CAMPO GRANDE

Decisão negou pedido da defesa para que o chefão do Comando Vermelho falasse à TV. Desembargadora alertou para o risco de recados codificados ao crime organizado

POR: REDAçãO, PRONTO FALEI, COM INFORMAçõES DO CORREIO DO ESTADO CREDITO: REPRODUçãO/TV RECORD


A Justiça Federal negou, por unanimidade, o pedido da defesa de Márcio Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, para conceder uma entrevista no Presídio Federal de Campo Grande. O líder do Comando Vermelho (CV) pretendia falar ao jornalista Roberto Cabrini, da TV Record.

 

A decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) manteve os entendimentos anteriores da Justiça local e do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Os advogados do traficante argumentavam que a entrevista visava esclarecer fatos sobre a vida familiar, especialmente envolvendo o filho de Marcinho VP, o rapper Oruam e defenderam o direito à liberdade de imprensa e de expressão, negando qualquer risco à segurança da prisão.

 

A relatora do caso, desembargadora Renata Lotufo, rejeitou os argumentos e destacou que a exposição na mídia em uma penitenciária de segurança máxima traz riscos graves como: A entrevista poderia ser usada para enviar mensagens veladas ou codificadas a integrantes da facção fora da cadeia, exibir o criminoso em rede nacional reforça sua liderança e status no crime organizado. A magistrada também esclareceu que a medida não é censura, mas uma regra necessária de gestão prisional. Ela lembrou que o detento ainda pode se comunicar por cartas ou por meio de seus advogados.

 


QUEM É MARCINHO VP?

Preso desde 1996 e há 14 anos no sistema penitenciário federal, Marcinho VP é apontado como um dos principais chefes do Comando Vermelho ao lado de Fernandinho Beira-Mar. Mesmo atrás das grades, a Justiça aponta que ele segue ordenando crimes no Rio de Janeiro. Recentemente, sua permanência no regime federal foi renovada por mais três anos para conter a articulação da facção.

 



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